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terça-feira, 27 de julho de 2010

Jonathan afirma: 'Tinha que saber que entraria para mostrar serviço'

Volante espera continuar como titular do Vasco mesmo após a entrada dos reforços vindos do exterior.

 

Jonathan entrevista coletiva Vasco Jonathan concede entrevista coletiva no Vasco
(Foto: Fred Huber / GLOBOESPORTE.COM)
Uma das apostas do técnico PC Gusmão para a sequência do Campeonato Brasileiro, o jovem Jonathan está vibrando com o bom momento vivido como titular do time do Vasco. O jovem, revelado nas categorias de base do clube, vem mostrando bom futebol e muita personalidade durantes os jogos.
- Já estava ciente da situação que estávamos, mas tinha que saber que entraria para mostrar serviço, tinha que ter personalidade – disse o jogador ao site oficial do Vasco.
Apesar do bom momento que vem tendo na equipe principal, Jonathan mostrou respeito ao falar da possibilidade dos reforços estrearem no time vascaíno.
- Preciso melhorar ainda mais, espero que eu possa me firmar no grupo, mas sempre respeitando a história de cada um - finalizou.
 

 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rafael Coelho celebra gol 'sai uruca' e já planeja os que vêm pela frente

 
 O último (e único) gol do atacante Rafael Coelho com a camisa do Vasco havia sido marcado no dia 28 de janeiro deste ano, na vitória sobre o Macaé por 4 a 0, em São Januário, pelo Campeonato Carioca. De lá para cá, o jogador viveu muitos problemas, até de saúde, e nas vezes que teve oportunidade de jogar, não correspondeu à altura. Nesta quarta-feira, no triunfo sobre o Avaí por 3 a 1, na Ressacada, pelo Torneio de Florianópolis, ele voltou a balançar as redes.
Na comemoração, o atacante fez o tradicional gesto de "sai urucubaca". Após a partida, ele comemorou o gol e reconheceu que o jejum o estava incomodando muito.
- Não desistir, isto foi o mais importante. Muitas coisas estavam acontecendo comigo, e, graças a Deus, pude voltar a marcar. Espero que saiam mais daqui para frente. A falta de gols estava me atrapalhando, a bola não estava querendo entrar - disse o jogador.
O técnico Paulo César Gusmão, que deu muito apoio ao atleta desde que chegou ao Vasco, também mostrou-se muito feliz com o gol.
- Dá mais confiança, ele tirou um peso das costas. Ele precisava disto, porque só havia feito um gol pelo Vasco. Com certeza ele não desaprendeu. O Rafael tem a minha confiança - declarou o comandante.
Rafael Coelho marcou justamente na cidade onde mais se destacou no futebol: Florianópolis, onde defendeu o Figueirense e apareceu para o cenário nacional. Agora, ele espera levar os bons fluídos na bagagem para São Januário.
- É bom estar de volta. Espero passar a sorte que eu tenho em Florianópolis para o Rio de Janeiro.
 
 


 

 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PC diz que ebulição política do Vasco não afetará tranquilidade do elenco

O Vasco vive um momento conturbado em sua política. Na última segunda-feira, por exemplo, em uma reunião do Conselho dos Beneméritos, o vice-presidente Luso Soares da Costa, que rompeu com o presidente Roberto Dinamite, acusou a existência de gravações que supostamente comprovariam irregularidades cometidas por dirigentes. Se em São Januário o clima está quente, a tentativa é de nada respingue em Mangaratiba, onde os jogadores fazer o trabalho de intertemporada.

O técnico Paulo César Gusmão garantiu que todo o grupo ficará alheio aos problemas. Ele aproveitou e, em tom de desabafo, pediu que todas as correntes se unam para fazer um Vasco mais forte.
- Estamos longe dos problemas políticos. Nós trabalhamos para o Vasco da Gama, e o clube é único, não existe divisão. Acho que o momento é de unidade, daqueles que realmente gostam do clube estarem juntos nessa virada de posição na tabela. Até porque o Vasco recentemente já saiu de uma Segunda Divisão e todos sabem o quanto é complicado ir para lá. Não vamos nos envolver em política em nenhum momento. Estamos aqui para dar resultado. Uma divisão neste momento os danos podem ser irreparáveis - afirmou PC.
 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PC Gusmão será apresentado nesta quarta-feira, em Mangaratiba

Ele não comandará o treino da manhã, somente o da tarde. Treinador é o quarto comandante vascaíno nesta temporada.

O técnico PC Gusmão, que acertou sua transferência para o Vasco no último domingo, será apresentado oficialmente no fim da manhã desta quarta-feira, em Mangaratiba, onde a equipe realiza os treinos na intertemporada. Ele não comandará o treino da manhã, somente a atividade da tarde. Ele chega para o lugar de Celso Roth, que deixou o time da Colina para se transferir para o Internacional.
PC é o quarto técnico do Vasco no ano. Vagner Mancini assumiu em janeiro, mas foi demitido após resultados ruins no Campeonato Carioca. Em seu lugar, assumiu Gaúcho, que também teve vida curta e foi substituído por Celso Roth, que pediu demissão no último sábado.

Esta será a segunda passagem de PC Gusmão pelo Vasco como técnico. O ex-goleiro reserva do clube no fim dos anos 80, ele teve a primeira chance como comandante na Colina quando treinou a equipe interinamente, em 2001. No Rio, o técnico também teve passagens por Flamengo e Fluminense. Fora da cidade, PC Gusmão foi campeão mineiro pelo Cruzeiro, em 2004 e 2006.
 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mais um nome de peso para o ataque vascaíno: Washington é a bola da vez


Empresário admite que houve o primeiro contato com a diretoria cruzmaltina. Conversa nesta segunda-feira pode selar a negociação.

A parada para a Copa do Mundo não poderia ter sido pior: goleada por 4 a 0 para o Santos e a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro até o retorno, em 14 de julho, contra o Goiás. O técnico Celso Roth já salientou que o time precisa se encorpar o mais rapidamente possível. E a diretoria cruzmaltina começa a correr atrás de material humano para o comandante. Além de Ricardo Oliveira, do Al Jazira, dos Emirados Árabes, e Felipe, do Al Sadd, do Qatar, é a vez de Washington entrar na lista de desejos.

Pouco aproveitado no São Paulo, o atacante pode deixar o Morumbi e despertou o interesse de Flamengo e Atlético-PR. Porém, a situação segue indefinida. O empresário do jogador, Gilmar Rinaldi, mantém cautela em relação à definição do destino do atleta. Mas o fato é que o presidente cruzmaltino, Roberto Dinamite, está em São Paulo para tentar concluir o negócio ainda nesta segunda-feira.

- Nós conversamos (com Vasco), mas estamos avaliando melhor para ver o que fazer – disse o empresário.

Enquanto isso, o clube segue atrás de Felipe e Ricardo Oliveira. O caso do meia é o que está mais adiantado e tem chance maior de sucesso. O clube já abriu negociação com o atleta e agora terá que convencer os árabes a liberá-lo. A saída do atacante Dodô, que rescindiu na última sexta, pode facilitar o negócio, pois abre um espaço no orçamento. Já a liberação do atacante é mais difícil e a possibilidade de o Al Jazira perder Rafael Sóbis também é um empecilho.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Com carência na lateral direita, Vasco tem George Lucas como alvo


Empresário confirma contato do clube, mas diz não ter pressa para definir futuro do jogador, que deixará o Santos no fim de julho.

Posição mais carente do Vasco, a lateral-direita é a principal dor de cabeça da diretoria cruzmaltina. Atualmente, o clube conta apenas com Fágner e Elder Granja na função. Contudo, o primeiro vem sofrendo seguidas lesões, enquanto segundo não consegue ter uma sequência de boas atuações. Por isso, os dirigentes do time já se mexem em busca de reforços. E um dos nomes a fazer parte da lista é o de George Lucas, atualmente no Santos.

George está dentro do perfil de jogadores que a diretoria procura. Com um salário dentro da realidade do clube, o lateral chegaria a custo zero na Colina, já que seu contrato com o Santos se encerra no dia 30 de julho e o atleta não ficará na Vila Belmiro.

Contudo, as negociações entre o Vasco e o jogador não devem ser rápidas e nem fáceis. O empresário de George, Wagner Cruz, confirma que houve o contato com o time da Colina. Mas diz que as negociações ainda não avançaram e que quer fazer as coisas com calma.

- Tenho ótimo relacionamento com o Rodrigo Caetano (diretor executivo do Vasco) e falamos há um tempo sobre isso. Foi só uma sondagem e vamos voltar a conversar. Mas quero fazer as coisas com calma, porque tenho até julho para decidir o futuro dele. Há chance de uma transferência para a Europa também. Não quero me precipitar – afirma.

Mesmo com as conversas apenas ainda no início, o empresário diz que já conversou com o jogador sobre a possibilidade de defender a camisa vascaína e que ele se mostrou empolgado.

- Quem não quer jogar pelo Vasco? É um time importante, com grande torcida.

Além da lateral-direita, o Vasco também busca um meia-armador e o nome de Marquinhos, do Palmeiras, é o mais forte. Outras posições podem ser reforçadas, mas tudo depende da avaliação que Celso Roth, que chegou há pouco tempo na Colina, irá fazer do elenco. Para a chegada de novos nomes, o clube também precisa enxugar sua folha salarial. Jogadores como Fumagalli, Robinho, Rodrigo Pimpão e Geovanne Maranhão devem ser negociados.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Parabéns…


aos torcedores que invadiram o treino em São Januário ontem.

Todos estavam preocupados com o futuro do time no Brasileiro e acharam muito justo interromper o trabalho alheio, colocar o dedo na cara dos jogadores e xingá-los. Mas tudo bem, já que ofender os outros não é violência.

Devem ter pensado que essa atitude traria vários benefícios para o time. Imaginaram que pressionados, os jogadores jogarão melhor, os atacantes farão gols e a defesa não falhará mais. Ou então que o Coutinho, apenas um adolescente, amadurecerá vários anos em minutos, após ser chamado de moleque por torcedores enfurecidos. Talvez tenham presumido que alguns jogadores amarelões fingiriam contusões e ficariam de fora da partida, como o Elton (ignorando que deve haver algum motivo para Rafael Coelho, Dodô ou o desaparecido Geovane Maranhão estarem no banco). Quem sabe não tenham suposto que a imagem de um clube que permite a invasão de torcedores para intimidar os atletas seja um ótimo cartão de visitas para que jogadores consagrados e com propostas de outros times achem o Vasco uma excelente oportunidade de trabalho.

Se alguém precisava ouvir umas poucas e boas certamente não eram os jogadores, que não bateram à porta de São Januário procurando emprego (e que, aliás, nem estão fazendo corpo mole como muitos dizem). O protesto deveria ser direcionado à quem os contratou e não traz os reforços que ajudariam esse elenco render um pouco mais. Colocaram o dedo nas caras erradas: não eram os jogadores, que mal ou bem são os que podem, pelo menos imediatamente, ajudar o time a sair dessa fase; as caras certas eram a dos nossos cartolas. Esses sim estão LONGE de fazer o possível para ajudar o Vasco.

Se o protesto vai dar certo? Saberemos amanhã. Mas o que vocês acham?

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Boa parte dos leitores apoiaram a manifestação. E um dos argumentos em defesa do ato é de que não houve violência. Aparentemente, nenhum desses deve ter visto o trabalho ser contestado com veemência e agressividade (sem violência, claro) por uma turba de clientes irascíveis.

Em repartições públicas, isso que aconteceu ontem em São Januário daria cadeia.

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Como efeito colateral, a invasão do treino serviu para transbordar o copo da paciência do Rodrigo Caetano, que ameaça não voltar a trabalhar no clube. Parte da torcida também não vê nada demais nisso.

Não vê hoje. Só saberemos os efeitos que a saída da única pessoa que tenta trabalhar com competência e profissionalismo nessa gestão no futuro. Mas uma coisa é certa: ruim com ele, sem ele será certamente bem pior.

Algumas pessoas não acham que o Caetano faça um trabalho relevante no clube. Não devem saber ao certo as funções de um gerente de futebol. Me pergunto se alguém acha, sinceramente, que se as contratações estivessem a cargo do Mandarino, elas seriam melhores. Será que traríamos jogadores melhores com a mesma capacidade financeira que temos hoje? Será que o vice do clube entende mais do mercado e tem melhores contatos que o Caetano?

Isso sem falar que o Caetano não gerencia apenas o time profissional do clube. Ele cuida de todo o departamento, incluindo aí as divisões de base. É obra dele a organização de uma equipe de olheiros que vem trazendo para a base dezenas de promessas de todo o Brasil. Isso é trabalho a longo prazo, com planejamento e que se não traz resultados imediatos, pode ser uma das soluções para tirar o clube do buraco. Mesmo com o pouco tempo que teve para gerir essa área, o trabalho já trouxe resultado: Jonathan – um dos destaques dos juniores e que já está treinando entre os profissionais – por exemplo, foi contratado pelo Caetano.

(parêntese: tem gente que diz que contratar garotos de outros clubes é uma forma de “sucatear” as divisões de base. Não consigo ver o menor sentido nisso. Grandes jogadores que vieram da base vascaína vieram dessa forma, olheiros os trouxeram para terminar sua formação no Vasco. E a coisa só piora quando usam o Santos como exemplo: para quem não sabe, dois dos três garotos mais badalados da Vila vieram de fora: o André era da base da Cabofriense e o Ganso veio do Paysandu. Fecha parêntese)

Confirmando-se a saída do Rodrigo Caetano, o Vasco perde seu único lampejo de profissionalismo e eficiência na sua gestão. Alguns chegam a crucificá-lo sem saber até que ponto ele não pode fazer mais por conta da incompetência do restante da diretoria. Acreditar que qualquer coisa no clube pode ficar melhor sem o Caetano é esquecer completamente o que aconteceu quando tínhamos apenas essa diretoria no comando do futebol. Para refrescar a memória de alguns: esse tempo foi da posse do Dinamite até dezembro de 2008.